
Os robôs hoje em dia são fundamentais na vida do ser humano. Se pararmos para pensar, eles fazem parte integral em nossas vidas. Robôs embalam todos os produtos vendidos nos supermercados, montam todos os aparelhos domésticos que estão em nossos lares e etc.
Robôs hoje em dia são programados pelo ser humano para tarefas cansativas e repetitivas (funcionais) que o ser humano não consegue realizar com a mesma eficácia, precisão e velocidade. Robôs também tem uma grande vantagem, não recebem salário, não bebem, não comem, não reclamam, não se cansam, raramente cometem erros e são incrivelmente eficientes para a tarefa designada.
A alguns anos, vem se estudando a possibilidade de outros tipos de robôs além dos meramente funcionais. Há vários protótipos de robôs domésticos, para realização de tarefas diárias como cozinhar, lavar, passar, organizar e etc. Há também protótipos de robôs de estimação, que trabalham com as emoções do ser humano. Os robôs estão em constante evolução e estão começando a ser capazes de analisar situações (pensar) e tomar decisões de acordo com cada situação.
Nossa idéia é aproveitar todo esse estudo e desenvolvimento dos robôs na atualidade para tomar conta do meio ambiente já que esse é um tema pouco abordado nas pesquisas de robótica e parece ser um tema cada vez mais pertinente na medida que se descobre a cada dia a necessidade fundamental de se manter um meio ambiente natural, em equilíbrio e saudável para o funcionamento da terra e dos ciclos presentes nela.
Em poucos anos os cuidados com o meio ambiente e a manutenção da vida natural nas florestas, mares e desertos vão ser requisitados não só na sobrevivência de ecossistemas como também na vida dos seres humanos que são afetados diretamente pelas mudanças climáticas e degradação do meio ambiente.
A necessidade de soluções rápidas e eficazes para o controle da poluição e restauração da vida natural nos fez pensar em focalizar a tecnologia de robôs para a preservação da natureza e controle de condições favoráveis no meio ambiente para que a vida natural possa continuar existindo e seja até mesmo recriada em pontos já devastados pelo homem.
Pensar em robôs que realizem funções de restauração e preservação da natureza pode ser um grande passo para a manutenção de um equilíbrio com o meio ambiente que nos parece cada vez mais necessário.
Robôs podem realizar funções durante dias, meses e anos sem parar, e podem realizar essas tarefas em lugares que são de difícil acesso para seres humanos trabalharem. Assim os robôs acabam se tornando mais eficazes que os homens em relação a tempo e volume de trabalho.
Esses robôs iriam trabalhar como agentes controladores e criadores de ecossistemas em meios naturais prejudicados pelo homem e até mesmo nas cidades. Através de transmissões de dados para alguma central de estudos onde as necessidades seriam averiguadas. Para depois serem soltos mais robôs trabalhadores em forma de animais nativos que iriam agir no ar, na terra e na água soltando sementes, nutrientes controlando a qualidade do solo, catando resíduos de materiais não orgânicos e criando um ambiente propicio para a continuação da vida natural até que esse ambiente fique maduro o suficiente para abrigar as espécies de verdade.
Pensamos em algumas aplicações para robôs já existentes nesse caso:

Um peixe-robô desenvolvido por cientistas britânicos deve ser lançado em 2010 no mar do norte da Espanha para detectar poluição. Se o teste dos primeiros cinco peixes-robôs no porto de Gijon, norte da Espanha, for bem sucedido, a equipe espera que eles sejam utilizados em rios, lagos e oceanos ao redor do mundo.
Os robôs em formato de carpa medem 1,5 metro de comprimento, imitam o movimento de peixes reais e são equipados com sensores químicos para descobrir potenciais
poluentes perigosos, como vazamentos de embarcações ou oleodutos submersos.
Eles transmitirão a informação para a costa por meio de tecnologia de rede sem fio Wi-Fi. Para isso, contarão com ajuda de bases que também servem para recarregar suas baterias. Diferentemente do peixe-robô anterior, que precisava de controle remoto, os novos modelos poderão navegar independentemente, sem nenhuma interação humana.
Nossa idéia porém, não para por aí. Esse peixe-robô se tivesse proporções um pouco maiores, talvez como o tamanho de um tubarão, e a capacidade de reconhecimento
de materiais como plástico ou metais poderia também recolher esses materiais do fundo do mar para reciclagem. Poderia também possuir um compartimento com sais minerais e nutrientes para revitalização do eco sistema, sendo capaz de analisar e decidir quando e quais nutrientes semear em determinado local para a produção de algas que são uma das maiores formas de recolhimento de CO2.
Esses robôs peixes poderiam trabalhar em volta de recifes de corais buscando a manutenção das condições ideais para que esses corais não morram e a biodiversidade importantíssima deles continue a existir. Isso seria feito através de robôs que diminuíssem a quantidade de algas e sedimentos através do recolhimento desses para produção de sua própria energia já que as algas são os principais inimigos do equilíbrio dos recifes de corais.
Vídeo demonstrativo de lomoção do peixe-robô: http://www.youtube.com/watch?v=eO9oseiCTdk&feature=related

Um cachorro-robô ou um lobo-robô, poderia ser muito útil para nossas florestas e parques ambientais. Um robô que fosse capaz de monitorar florestas inteiras, ou lugares em processo de reflroestamento, ajudando com a preservação e evolução desses locais.
Esse cachorro-robô poderia realizar o plantio das mais variadas plantas e frutos, de acordo com o clima e as necessidades dos animais que ali habitam ou habitavam e irão habitar novamente quando o ambiente estiver propício. Poderia também ser uma excelente fonte para todos os laboratórios de pesquisa ao redor do planeta, passando-lhes informações de tudo que ocorre nos variados continentes do planeta terrestre.
Como os outros animais robôs o cachorro-robô teria a capacidade de análise e decisão do que fazer para contribuir e melhorar o meio ambiente e dar continuidade nos variados eco-sistemas. Poderia ser auto-sustentável através da energia solar sem a necessidade de retorno para uma central. A transmissão de dados seria feita on-line através de satélites.

Outra grande vantagem dos cachorros-robôs seria os locais que ele poderia visitar, já que não haveria limites aonde ele poderia ir, pois não correria riscos de ficar sem bateria ou morrer de fome, explorando assim locais que o ser humano nunca nem pisou. Poderia também explorar locais onde a temperatura é tão baixa que o ser humano não consegue se manter aquecido, ou tão alta que não aguenta o calor.
Vídeo demonstrantivo nas mais variadas condições do meio ambiente: http://www.youtube.com/watch?v=rjCUJiqXkVk

Um pássaro-robô seria outra alternativa para o controle do meio ambiente. Já existem uma grande quantidade de robôs em formas de pássaros e insetos que podem voar grandes distancias e realizar vôos em diversas alturas. Recentemente foi desenvolvido um pássaro robô que gera sua energia através de materiais orgânicos que ele ingere. Sua aplicação, segundo o site da empresa, é principalmente na guerra.
O pássaro-robô funciona assim: o EATR, nome do robô, queima o combustível (que pode ser a grama, ou um corpo), esquenta a água, que gera eletricidade. A vantagem é que, além de sustentável, ele pode ficar ligado durante um bom tempo, até anos, segundo o produtor. E pode ser usado como ambulância e transporte de materiais.

Esse robô poderia também espalhar sementes em lugares onde existe a necessidade de um reflorestamento gradual. Ele poderia reconhecer as áreas devastadas e depositar as sementes enquanto outros robôs trabalham no solo germinando e cuidando das sementes e das condições necessárias para que o solo fique saudável. Esse pássaro-robô também poderia trabalhar na distribuição de compostos orgânicos para ajudar nesse enriquecimento do solo e no reconhecimento de áreas afetadas e afastadas do controle humano.
Hoje em dia existe tecnologia suficiente para nos trazer cada vez mais qualidade de vida. Se essas inovações forem pensada de forma altruísta, levando em consideração a natureza e a manutenção da qualidade de vida no ambiente natural e nas cidades. Talvez com isso nós podemos contrariar as expectativas, e o futuro possa ser um tanto agradável para nossos filhos e netos mesmo com tantas previsões catastrófica. O uso inteligente de robôs e tecnologias para a sustentabilidade e preservação da vida em nosso planeta, pode vir a se tornar o principal foco dentro de poucos anos já que parece que isso vai ser a necessidade básica para a nossa sobrevivência na Terra. Deixando de lado as competições armamentistas e disputas territoriais.

